Após 20 meses, o que tenho a dizer sobre Blogs, Hypes e Valores

Quando comecei esse blog o objetivo era ganhar dinheiro e postar coisas interessantes, mesclando posts interessantes com Hypes teria a fórmula para receber visitas de paraquedistas do google e conquistar alguns leitores, que manteriam comentários ativos no blog.
Em um determinado momento eu consegui isso, não no volume que eu esperava, mas consegui, realmente havia, e ainda há potencial para essa realização.
Mas aí surgem algumas questões quanto a utilidade e os valores dessas ações:
Posts paraquedistas (tv,celebridades, tragédias,apelação)
Eu sempre levei a ética e a moral em primeiro lugar na minha vida, eu tenho princípios, e quero e vou seguir esses valores eternamente. Acontece que quando eu escrevo um post falando sobre “a namorada do Cristiano Ronaldo”, ou “o último capítulo de A Favorita”, eu não estou seguindo esses princípios. Escrever sobre o funk da mulher melancia, e coisas do gênero, é simplesmente uma coisa que eu não gosto de fazer. Agora imagine fazer isso durante meses, todos os dias. Não me sinto motivado a escrever sobre isso, não gosto de quem escreve, e todas as palavras desses milhares de artigos paraquedistas não tem valor nenhum.
Em muitos dos meus artigos para caçar gente vinda do google, recebi comentários de pré adolescentes e crianças, que deixavam seu telefone e msn, para tentar entrar em contato com o vencedor do BBB, totalmente influenciadas pela programação da televisão no dia anterior. É incrível, acontece uma coisa na TV, e no dia seguinte é só esperar as visitas dos paraquedista. E em boa parte são criancinhas procurando informações do RBD ou Naruto; ou pessoas de meia idade tentando entrar em contato com o Gugu; vale a pena usá-los pra ganhar dinheiro com AdSense? As pessoas estão condicionados a procurar por esses temas.
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Eu faço questão de assinar o feed para medir o tamanho da merda
Veja acima na imagem - notícias do site Ego da Globo - é ridículo, concorda? Os jornalistas que escrevem esses textos não merecem receber salário. Os meus textos cheio de erros de português, tem muito mais valor do que qualquer um desses artigos do Ego e derivados. Eu não quero ser mais um deles. Toda vez que um blogueiro escreve sobre esse lixo (em troca de centavos) ele está ajudando ao lixo continuar e continuar, aumentar e aumentar.
Post Paraquedistas do bem
Existem o outro lado do post paraquedista, que é quando você efetivamente ajuda o usuário, e dá a ele a informação necessária. Se o blogueiro faz um artigo sobre ‘como declarar o imposto de renda 2009′, ou ‘atrações no reveillon na paulista 2009′, e realmente coloca as informações no conteúdo do seu artigo, isso é ótimo, pois apesar de ser um post paraquedista, ele está oferecendo conteúdo real e de qualidade.
Um Blog interessante
Vamos começar um blog, legal! O que fazer? Muita gente publica fotos legais e vídeos engraçados em seus blogs, não vejo nenhum problema nisso, mas a questão é: Já existem blogs específicos que publicam fotos e vídeos engraçados, colocar isso no seu blog pessoal é inútil, e até mesmo burrice. Vejo muita gente fazer isso, e eu não assino o feed de nenhum deles, é por isso que não assinaria o feed desse próprio blog até o dia de hoje.
Conclusão
A situação é clara, ou você está de um lado, ou está do outro, ou você fica no time dos homens, ou dos macacos, não existe meio termo.
Neste blog, minha idéia para 2009 é publicar um texto por semana, e quero criar uma linha editorial para não me perder, mas ainda não defini completamente como atuarei.
No mais, o ano de 2008 foi maravilhoso, na parte profissional e principalmente na minha vida pessoal, sinceramente desejo a todos um feliz 2009, e um feliz todos os outros anos de suas vidas!
Abraços
Adriano Oliveira
diaquente.com
Galvão Bueno por quem entende

Ironicamente fui encontrar um excelente texto falando sobre Galvão Bueno, em um blog do site G1, se trato do programa ‘Fim de Expediente‘ da CBN, que é filiada da Globo. Veja o texto na íntegra, escrito após o GP do Brasil de F1:
Que a que a corrida de domingo foi espetacular, capaz de atrair gente como eu, que tem muito pouco interesse neste esporte, é fato. Mas se as imagens da pista e dos carros geraram adrenalina, o áudio oficial trouxe fastio. Galvão Bueno é o porta-voz da multidão de novos ricos e seus asseclas que tomam o país. Gente que compra milionários apartamentos de arquitetura neoclássica, anda com jipes blindados e inflaciona o consumo de vinho. Pior, gente como Galvão, que precisa se sentir “fazendo parte” da patota da vez. Que chama os entrevistados por diminutivos, tratando o espectador como um penetra. Gente que ri com declarações como a da mulher(?!) de Felipe Massa: “eu me sinto muito feliz de ter sido escolhida por ele entre tantas outras mulheres”.
O pior lado do islã já faz seus estragos por aqui.